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Dependência química: Como identificar

Segundo uma pesquisa realizada pela Unifesp no ano passado, mais de 8 milhões de brasileiros são dependentes químicos, enquanto que cerca de 28 milhões têm algum parente com esta problemática. Um dado alarmante, e que cresce a cada dia.

Primeiramente, é importante distinguir o que seria apenas o uso de drogas e a dependência delas. O consumo de substâncias químicas seria o uso eventual da droga, ou seja, apenas em determinados momentos. Já a dependência de drogas é a utilização compulsiva destas substâncias, caracterizada pelo descontrole emocional e comportamental, assim como a dificuldade em impor limites a esse uso. Segundo o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders 5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais ou DSM-V) alguns critérios são utilizados para se identificar a instalação da dependência de substâncias químicas, que são:

  •     uso em quantidades maiores ou por mais tempo que o planejado;
  •     desejo persistente ou incapacidade de controlar o desejo;
  •     gasto importante de tempo em atividades para obter a substância;
  •     fissura importante;
  •     deixar de desempenhar atividades sociais, ocupacionais ou familiares devido ao uso;
  •     continuar o uso apesar de apresentar problemas sociais ou interpessoais;
  •     restrição do repertório de vida em função do uso;
  •     manutenção do uso apesar de prejuízos físicos;
  •     uso em situações de exposição a risco;
  •     tolerância ao uso, que se torna cada vez mais abusivo;
  •     abstinência.


O DSM-V também classifica a dependência química em leve, moderada ou grave. A dependência leve conta com a presença de dois ou três dos onze critérios citados acima, por um período de um ano. A dependência moderada apresenta quatro ou cinco dos onze critérios por um período de um ano. Já a dependência grave inclui mais de seis dos onze critérios por um período de um ano.

A dependência química é uma doença grave, que pode acometer qualquer indivíduo, pertencente a qualquer classe social. Assim como outras doenças de cunho psiquiátrico, seu surgimento e desenvolvimento dependem de fatores biológicos, psicológicos, físicos, espirituais e ambientais para ocorrer. Não há um fator específico que contribua para a instalação da dependência química, mas dentre os motivos que mais levam os indivíduos ao uso inicial de drogas estão a curiosidade, pressão dos amigos e conflitos familiares.

A dependência química não tem cura, mas tem tratamento, que deve ser seguido sistematicamente para que surta efeito. Profissionais como psicólogos e psiquiatras devem fazer parte integral do processo de recuperação e reabilitação do dependente químico. Alguns especialistas na área defendem que parte do tratamento deva ser realizado em regime de internação, ou seja, em clinicas especializadas em dependência química; no entanto, outros profissionais não concordam com este tipo de abordagem. O importante neste interim é que tanto o dependente quanto sua família passem por acompanhamento profissional.

É importante destacar também que é considerada ‘droga’ toda e qualquer substância, natural ou sintética, que em contato com o organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas e de alguns minerais. Alguns exemplos de drogas naturais são a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da cannabis). Já as drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais, como o êxtase e os medicamentos alopáticos. As drogas são subdivididas em dois grupos: as consideradas lícitas (ou seja, legalmente aceitas), como o álcool e a nicotina, e as consideradas ilícitas (ou legalmente proibidas), como o ópio e o THC.

Os efeitos de cada droga serão explicados em outros posts. Portanto, fique ligado nos meus artigos aqui no site no Portal Vida & Saúde. Poste também suas dúvidas, opiniões e experiências; ficaremos felizes em receber seu contato!

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