Se precisar é só ligar:
Campina Grande

(83) 3310.6000
João Pessoa

(83) 3219.6000
Carboidrato e a evolução

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, University College of London e da Universidade de Sydney afirmam que o consumo de plantas ricas em amido foi fundamental para a evolução de nossa espécie.
De acordo com os pesquisadores, a glicose é um dos principais combustíveis do cérebro e o desenvolvimento de nossa capacidade de obter açúcares dos carboidratos — e, em particular, dos amidos — sustentou o acelerado crescimento do cérebro “que começou a notar-se a partir do (período) Pleistoceno Médio”.

“A capacidade de aproveitar raízes e tubérculos ricos em amido na dieta dos primeiros hominídeos é considerado um passo potencialmente crucial na diferenciação entre os primeiros Australopitecinos de outros hominídeos”, diz o estudo, publicado na mais recente edição do The Quarterly Review of Technology.
O que significa que, a dieta com alimentos ricos em carboidratos foi a que deu a nossos antepassados uma importante vantagem evolutiva.

Os humanos têm três vezes mais cópias do gene que cria as amilases salivares — enzimas que ajudam a transformar os carboidratos em açúcares — do que o resto dos primatas. E essa adaptação, dizem os pesquisadores, começou a ser produzida há aproximadamente um milhão de anos.

Neste momento, os humanos já haviam aprendido a cozinhar. E a multiplicação das amilases salivares havia sido uma das respostas de nosso organismo às possibilidades abertas pelo uso do fogo, pois os tubérculos crus são muito mais difíceis de processar e transformar em açúcares utilizáveis.

Segundo a equipe liderada por Karen Hardy, da Universidade Autônoma de Barcelona, isso confirma a importância da cozinha na evolução humana — e é uma má notícia para quem propõe dietas crudívoras (com alimentos de origem agrícolas crus).

Mas uma das hipóteses principais — a ideia de que, sem carboidratos, a nova dieta não haveria gerado combustíveis necessários para nossa rápida evolução — também deu novos argumentos aos críticos da chamada “dieta paleolítica” ou “dieta paleo”.

Essa “dieta dos homens das cavernas” se baseia na ideia de que a dieta dos nossos antepassados era composta principalmente por plantas silvestres e animais selvagens. E, em geral, exclui alimentos ricos em amido, que responsabiliza por boa parte da obesidade que afeta a sociedade moderna.

Hardy e sua equipe acreditam que esse não é um retrato adequado da verdadeira dieta de nossos antepassados.

“Alimentos provenientes de plantas ricas em amido eram uma parte abundante, confiável e importante da dieta”, argumentam no estudo, intitulado A Importância da Dieta de Carboidratos na Evolução Humana.

Eles afirmam que esses carboidratos não só eram comuns como também foram definidores da evolução humana. E continuam sendo necessários.

“Os humanos modernos requerem uma fonte confiável de carboidratos glicêmicos para manter o funcionamento adequado de nosso cérebro, médula renal (parte do rim), glóbulos vermelhos e tecidos reprodutivos”, explicam.

Essa informação não significa que as pessoas devam começar a se entupir de carboidratos, mas ela ajuda a entender que dietas restritivas podem prejudicar de forma bastante significativa a nossa saúde. Por isso, antes de iniciar qualquer tipo de dieta, consulte um nutricionista esportivo.

Fonte: BBC Brasil

FACEBOOK
Todos os direitos reservados - Farmácia Dias