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Bebês obesos exigem atenção especial do pediatra

"Bebê de 8 meses pesando 25 quilos inicia tratamento"; "Menino de 3 anos pesa 70 quilos"; "Obeso mórbido de 2 anos é o paciente mais jovem do mundo a fazer uma cirurgia bariátrica". Vez por outra, jornais ou sites publicam notícias como essas acompanhadas de fotos de crianças pequenas que chamam a atenção por terem muitos quilos além do normal para a idade. De acordo com especialistas, embora ainda raros, esses casos têm sido observados com mais frequência nos ambulats de Pediatria.

Segundo o chefe do Serviço de Nutrologia Pediátrica do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPMG/UFRJ), o professor Hélio Rocha, bebês ou crianças pequenas que atinjam um peso 60% maior do que o esperado para suas faixa etária e altura são considerados obesos graves.

"A obesidade é classificada em leve quando o peso é de 20% a 40% maior do que o esperado; moderada, de 40 a 60%; ou grave, a partir de 60%. Em qualquer dos três casos, se houver outras doenças precipitadas pela obesidade, como diabetes, hipertensão arterial e problemas respirats, o caso é de obesidade mórbida. O termo deriva do latim "morbus", que significa doença", explica.

Segundo a pediatra Monica Moretzsohn, presidente do Comitê de Nutrologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), alguns distúrbios hormonais podem provocar o aumento de peso. É o caso do hipotireoidismo, deficiência do hormônio da tireoide, e da baixa sensibilidade à leptina, hormônio produzido pela gordura corporal que envia para o cérebro a mensagem de saciedade (quando há baixa sensibilidade, a pessoa come mais); e a síndrome de Cushing, caracterizada pelo excesso do hormônio cortisol no sangue, o que pode ocorrer de forma primária, isto é, pela produção do pro organismo, ou secundária, como efeito colateral do uso prolongado de doses normais ou altas de corticosteroides, muitas vezes resultante de automedicação.

"Mas essas não são as causas mais frequentes", alerta a especialista da Soperj."O mais comum é o erro alimentar. É preciso investigar a alimentação desses bebês e crianças." 

Segundo Hélio Rocha, sempre é preciso compreender a relação mãe-filho. Recentemente, o pediatra atendeu um bebê obeso, alimentado apenas com leite materno.

"A mãe desenvolveu uma lactobulimia. Para se livrar do excesso de peso, ela obrigava o filho a mamar no peito muito além do necessário. Ela praticamente "viciou" o bebê em mamar", lembra ele, explicando que nesse tipo de situação, que é incomum, o tratamento é psiquiátrico e psicoterápico. "Esse bebê voltou a ter peso normal apeis meses de tratamento psicoterápico materno."

Além das doenças cardiovasculares, há muitas outras associadas ao excesso de gordura que pem risco o desenvolvimento saudável das crianças. Monica Moretzsohn destaca alterações respirats, incluindo a asma; disfunções gástricas, como refluxo gastroesofágico; problemas do sono; distúrbios psíquicos, provocados especialmente pela dificuldade em acompanhar as outras crianças e pelo constrangimento em relação ao pro corpo; e deformidades de ossos e articulações, incapazes de suportar tanto peso.

"Tivemos um caso de um menino de 5 anos que pesava 70 quilos, ou seja, o peso de um homem adulto. Ele teve uma fratura de fêmur por causa da obesidade", exemplifica o professor da UFRJ.

 

Fonte: obesidadeinfantilnao.com.br

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